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A história, o funcionamento e os riscos do mercado de Bitcoin, pelo especialista Rodrigo Batista

“Entender o Bitcoin é simples. Ele é uma tecnologia digital que permite reproduzir em pagamentos eletrônicos a eficiência dos pagamentos com cédulas descrita acima.” A fala é do especialista Rodrigo Batista, profissional do mercado há 15 anos e sócio da maior empresa de moedas virtuais da América Latina. O mercado de Bitcoin é uma novidade que está mexendo com o mercado e com a curiosidade das pessoas, para entender tudo sobre sua história, funcionamento e riscos, leia a entrevista completa:

EduFin:  Explique, brevemente, o que é Bitcoin.

Rodrigo Batista: Quando fazemos um pagamento com uma nota de 50 Reais, estamos fazendo um pagamento que é rápido, barato, e que não requer intermediários. Rápido, porque o tempo para a transação ser finalizada é o tempo de entregar a cédula ao vendedor. Barato, porque não há taxas nesta transação. Sem intermediários porque não é necessário que nenhuma outra empresa participe deste processo, nem do lado do comprador, nem do lado do vendedor.

Nas formas de pagamentos eletrônicos, há uma grande mudança no relacionamento entre compradores e vendedores. Se pegarmos como exemplo um pagamento com boleto, este deixa de ser rápido, pois além do comprador ter que fazer que se dirigir ao banco para fazer o pagamento, o vendedor só receberá o dinheiro alguns dias depois. Este pagamento também tem um custo maior, dado que além do custo do boleto, o vendedor precisa ter uma conta bancária e o comprador, às vezes, tem que se deslocar para pagá-lo. Finalmente, sempre há o banco intermediando a transação, e às vezes, outras empresas como o Paypal, por exemplo.

Entender o Bitcoin é simples. Ele é uma tecnologia digital que permite reproduzir em pagamentos eletrônicos a eficiência dos pagamentos com cédulas descrita acima. Pagamentos com bitcoins são rápidos, baratos e sem intermediários. Além disso, eles podem ser feitos para qualquer pessoa, que esteja em qualquer lugar do planeta, sem limite mínimo ou máximo de valor.

A tecnologia vem ganhando muitos adeptos mundialmente. Recentemente Bill Gates em uma entrevista ao canal de negócios TV Bloomberg disse que “o Bitcoin é excitante porque é barato”.

Hoje é possível fazer doações em bitcoins para instituições globais como Greenpeace ou Wikipedia, ou comprar passagens aéreas na Expedia, ou dar entrada para um apartamento na Tecnica, tudo usando bitcoins.

Acreditamos que ele seja a tecnologia mais relevante sendo produzida na internet hoje. E está apenas no começo.

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EduFin:  Quais os riscos desta inovação do mercado?

Rodrigo Batista: Quem usa a compra e venda de Bitcoins incorre em dois riscos principais: a volatilidade e mantê-los em segurança.

Quanto à volatilidade, vai decrescendo muito ao longo dos meses e anos. O gráfico exibido no artigo deste link dá uma visualização clara para ele: https://elidourado.com/blog/bitcoin-volatility/

Cuidar da segurança dos Bitcoins envolve obedecer todas as regras que são dadas ha anos aos usuários de serviços de internet, mas que ainda são pouco usuais, como não clicar em links de e-mails e manter um antivírus atualizado.

EduFin:  Como está e funciona o mercado de bitcoin no Brasil?

Rodrigo Batista: No Brasil, o Bitcoin é comercializado quase exclusivamente através de websites que fazem a intermediação da compra e venda. O MercadoBitcoin.net do qual sou sócio, negocia cerca de 3 milhões de reais em Bitcoins por mês, o que equivale a aproximadamente 90% do mercado local.

Como moeda, há cerca de 200 lojas que já o aceitam como meio de pagamento, o que é pouco, mas no começo do ano este número não era maior que 10.

EduFin:  Como surgiu este mercado?

Rodrigo Batista: O Bitcoin é uma tecnologia inovadora, sem precedentes, que surgiu em 2008, criado por uma pessoa, ou um grupo de pessoas anônimo.

Resumidamente, ele resolve alguns problemas bem antigos da computação. Com as tecnologias nele, foi possível criar um dinheiro em que nenhuma instituição ou pessoa consegue centralizar a decisão e tomar decisões como criar inflação, por exemplo.

Hoje ele é um mercado de cerca de 5 bilhões de dólares e sua adoção vem crescendo em ritmo constante no planeta.

EduFin:   Por que decidiu atuar neste mercado e quais as dificuldades que enfrentou, ou enfrente?

Rodrigo Batista: Conheci o Bitcoin em 2011 e 2012 comecei a negociá-lo como hobby. Em 2012 comecei a discutir com o Gustavo Chamati, amigo de longa data, de criar uma empresa neste mercado.

Por conta de minha formação acadêmica (sou formado em computação pelo IFSP e Administração de Empresas pela USP) e profissional (sempre trabalhei com computação avançada em sistemas para o mercado financeiro), julgo que tinha as ferramentas necessárias enxergar o valor da tecnologia bem cedo.

As principais dificuldades estão em explicá-la as pessoas e aos órgãos do governo porque inovação em mercado financeiro e de pagamentos é algo que acontece com pouca frequência.

EduFin:   Qual o futuro para este mercado no Brasil e no mundo?

Rodrigo Batista: Recentemente, o Bill Gates disse “O Bitcoin é um Tour de Force”.
Tour de Force é uma expressão francesa que significa um grande esforço, uma proeza; façanha, e é um termo de origem francesa, onde tour significa volta e force, força. Tour de force é muito aplicado a artes, como cinema e teatro.
Não tenho dúvidas de que o Bill Gates está certo (mais uma vez).
Acredito que o Bitcoin hoje esteja em um estágio semelhante ao da internet nos anos 90. Muitos de nós que estamos neste mercado acreditamos que ele será tão relevante quanto a próxima internet nos próximos 5 ou 10 anos.

 

Mercado-Bitcoin-Foto-RodrigoRodrigo Batista é um profissional que está há mais de 15 anos no mercado financeiro. Começou a carreira desenvolvendo o home broker de ações da corretora Socopa em 1998, e desde então trabalhou na área de tecnologia de diversas instituições financeiras, como Itau BBA e Morgan Stanley. Trabalhou também nas mesas de operação do Morgan Stanley no Brasil e em Nova York e também na mesa de operações do Santander. Em 2011, conheceu a tecnologia do Bitcoin e começou a se aprofundar no assunto em 2012. Em 2013 junto do sócio Gustavo Chamati, comprou 100% do site Mercado Bitcoin, que foi fundado em 2011 e é hoje a maior empresa de moedas virtuais da América Latina. Rodrigo é formado em processamento de dados pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, é formado também em Administração de Empresas pela FEA-USP e pós-graduado em engenharia financeira pelo PECE-USP.

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