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Imóvel x Fundo Imobiliário

Nós, planejadores financeiros, sabemos de uma coisa: o brasileiro gosta de investir em imóveis! É cultural. O avô gostava, o pai gostava e isso também passou para a nossa geração. “É seguro. Sempre valoriza!” é a justificativa que sempre escutamos.

A realidade atual mostra que a coisa não é bem assim. Ter uma grande parte do patrimônio “empacada” em imóveis pode estar causando, inclusive, problemas para muita gente.

O mercado está em crise. As vendas estão lentas e existe muita oferta de imóvel para alugar. Se alguém está precisando vender com urgência ou se sua renda mensal depende do aluguel de um imóvel que está vago, é provável que esteja passando por apuros!

Mas… e daí? Ainda gosto deste investimento!

Então os Fundos Imobiliários podem ser uma boa alternativa para você! É um investimento adequado para aqueles que pretendem viver de aluguel – pois também proporciona um rendimento mensal.

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Os Fundos de Investimento Imobiliários (FII) são compostos por grupos de pessoas que vão aplicar seu dinheiro em negócios imobiliários (empreendimentos ou imóveis prontos), com o objetivo de obter retorno pela exploração da locação, arrendamento, venda ou outras atividades do setor imobiliário. Funciona assim:

  • O investidor é proprietário de um certo número de cotas do fundo.
  • O valor das cotas pode variar, para cima ou para baixo, conforme as condições de mercado (assim também como um imóvel pode valorizar ou desvalorizar)
  • As cotas são adquiridas em Bolsa e podem ser negociadas (também na Bolsa), por isso é necessário ter conta em corretora
  • O fundo imobiliário é gerido por um administrador, em nome dos cotistas. Estes, por sua vez, podem participar através das assembleias.

Veja abaixo um quadro comparativo entre investir em um imóvel próprio para aluguel e comprar cotas de Fundos Imobiliários:

IMÓVEL PRÓPRIO

FUNDO IMOBILIÁRIO

Preocupação com documentação e manutenção

O administrador do fundo é responsável por toda a parte burocrática e operacional

Pouca liquidez. Dificuldade e prejuízo para vender com urgência

Venda das cotas na Bolsa, através do home broker – maior liquidez.

Rentabilidade em torno de 0,5% ao mês do valor do bem

Rentabilidade em torno de 0,9% ao mês do valor investido

IR sobre a receita de aluguel, de acordo com a tabela progressiva (até 27,5%)

Rendimento mensal isento de IR*

Na venda, 15% de imposto sobre a valorização do imóvel

20% de imposto sobre a valorização da cota, no momento da venda

Limitação a poucos imóveis, em regiões conhecidas

Exposição diversificada

Você deve possuir uma unidade e concentrar grande parte do patrimônio nela

Fracionado – você pode ser sócio de grandes empreendimentos com pouco dinheiro

Um locatário, com maior risco de inadimplência e vacância

Vários locatários, muitas vezes empresas sólidas e com prazo longo de aluguel

Você é o gestor – e muitas vezes não tem tempo para acompanhar

Gestão profissional, acompanhando o mercado

(*) para fundos que tenham, no mínimo, 50 cotistas e 10% de suas cotas pertencentes a PF

 

Aluguel x Renda FII

Vamos dar um exemplo numérico para ficar mais claro:

Suponha que você tem R$ 500 mil investidos em um imóvel, que gera um rendimento mensal de R$ 2.500 de aluguel. Se você tem uma renda que chega a R$ 4.664,69, este rendimento de aluguel estará sujeito a uma alíquota de IR de 27,5%:

Rendimento bruto: R$ 2.500 (0,5% do valor do imóvel)

Imposto de Renda: R$ 687,50 (27,5%)

Rendimento líquido: R$ 1.812,50 /mês

 

Se esta mesma quantia está investida em cotas de um FII:

Rendimento bruto: R$ 4.500 (0,9% do valor do investido)

Imposto de Renda: R$ 0,00 (isento)

Rendimento líquido: R$ 4.500 /mês

 

Ou seja, mais que o dobro do rendimento obtido com aluguel e ainda com a vantagem de não ter trabalho com a gestão do imóvel (manutenção, inquilino, vacância etc).

Claro que investir em um Fundo Imobiliário exige cuidados com a escolha do fundo onde vai investir, mas este mesmo cuidado também existe na hora de escolher um imóvel para comprar. A rentabilidade maior compensa estudar um pouco mais sobre essa opção de investimento, não é verdade?

Se isso não é a sua praia, vale contar com a ajuda de um profissional!

 

*Artigo escrito em parceria com Florence Corrêa

Janser Rojo é um profissional CFP® com MBA em Derivativos pela BM&FBovespa, planejador financeiro, palestrante e Sócio Diretor da QI Financeiro Consultoria. Acesse: www.qifinanceiro.com.br

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