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Os 3 Piores Erros que Você Pode Cometer ao Investir – HC Investimentos

A lista de erros ao investir que uma pessoa poderia cometer é grande. Por esse motivo separei nesse artigo os 3 piores erros que os investidores costumam cometer. Continue lendo para saber se você comete algum deles e saiba o que fazer para contornar esse problema.

1. Comprar na Alta e Vender na Baixa (Efeito Manada)

O problema: Em momentos de pânico ou euforia as pessoas tomam decisões baseadas na emoção e não na razão.

Você provavelmente conhece a história…

Maio de 2008. Brasil recebe o Investment Grade, tornando-se um país com menos risco para se investir.

O Ibovespa, de janeiro de 2003 até maio de 2008, já havia subido mais de 500%. É quase uma média de 100% ao ano.

A euforia nesse momento estava no seu auge.

Não era raro encontrar histórias de zeladores, empregadas e pessoas que nunca ouviram sequer falar sobre investimentos colocando todo seu dinheiro na Bolsa.

A Bolsa brasileira era simplesmente uma das bolsas do mundo que mais haviam subido nos últimos 10 anos.

Portanto, esse era um dos piores momentos para comprar, dada a euforia em torno das ações brasileiras.

O que ocorreu após esse momento de euforia?

5 meses depois (em outubro/novembro de 2008), O Ibovespa já havia caído 60% e o mercado foi literalmente da euforia ao pânico.

Muitos investidores de primeira viagem abandonando o investimento em ações pelo altíssimo risco presente.

Alguns deles votando para aplicações mais seguras como Renda-Fixa.

O que ocorreu após esse momento de pânico?

Em menos de 12 meses o Ibovespa, já havia subido mais de 100% desde sua mínima e o índice se small caps praticamente 150%.

A recuperação foi rápida e forte, deixando os investidores que pularam fora do barco ainda mais confusos.

O motivo dessa confusão toda é explicado pelo efeito manada.

Em momentos como esses descritos, os investidores tendem a seguir o movimento principal, sem se preocupar com sua racionalidade.

Em Maio de 2008 os investidores estavam comprando ações atraídos pelos fortes ganhos passados e notícias favoráveis na mídia.

Em Outubro/Novembro de 2008 os investidores estavam vendendo ações por temer que a queda poderia ser ainda maior.

Seguir a manada fez com que muitos investidores tomassem a decisão contrária (vender tudo) a que deveria ter sido tomada (comprar mais ações).

É por esse e outros motivos que você precisa estudar mais a psicologia humana através da Economia Comportamental.

A solução: Adote a sólida estratégia de Alocação de Ativos e você naturalmente tenderá comprar na baixa e vender na alta.

Toda a mecânica por trás da alocação de ativos está no tamanho do investimento que você fará em cada ativo.

Por exemplo, imagine uma carteira com a seguinte alocação:

40% em Renda-Fixa
20% em Fundos Imobiliários
40% em Ações
Depois de 1 ano a carteira está com a seguinte alocação:

60% em Renda-Fixa
15% em Fundos Imobiliários
25% em Ações
Logo, o que o investidor deve fazer: Vender 20% em Renda-Fixa para comprar 5% em Fundos Imobiliários e 15% em Ações.

Desse modo, ele estará vendendo a classe de ativos que subiu (Renda-Fixa) e comprando as classes que caíram (Fundos Imobiliários e Ações).

Com o tempo, esse investidor estará naturalmente comprando na baixa e vendendo na alta, olhando apenas para a alocação de sua carteira.

É uma estratégia simples, mas poderosa.

 2. Não Diversificar

O problema: A opção por não diversificar é uma aposta de que você sabe o que irá acontecer no futuro.

Talvez esse seja o principal erro cometido pelos investidores.

Não diversificar é ignorar o risco inerente aos investimentos.

Tome o seguinte exemplo: Um investidor escolheu apenas uma única ação, enquanto o outro investiu em um ETF de ação como o BOVA11, diversificando em 70 ações.

Depois de um ano, o investidor com uma única ação conseguiu ganhar 100% e o investidor do BOVA11 10%.

No próximo ano ambos decidem manter os mesmos investimentos. Ignorando os resultados passados, você irá preferir estar de qual lado?

Talvez você responda do lado do investidor que aposta em uma única ação pela tentação de ganhar novamente 100%.

Entretanto, é preciso lembrar que todo alto retorno está associado a um alto risco. A relação risco x retorno é o conceito básico de investimentos que todo investidor precisa conhecer.

Além disso, todo investimento que proporcione um alto retorno irá atrair muita atenção, já que é da natureza humana buscar o caminho mais rápido para alcançar um objetivo.

Eu mesmo conheço pessoas que já “investiram” em avestruzes, plantanção de eucalipto, abelhas e várias outros investimentos alternativos.

E por que elas fizeram isso? Porque ficaram sabendo que o retorno desse tipo de investimento era alto para, apenas alguns meses depois toda aquela euforia ir por água abaixo e eles realizarem que não há retorno sem investimento.

Novamente, não é possível saber o futuro.

E não diversificar é acreditar que você pegará sempre uma maré boa.

Se você está há pelo menos alguns meses no mercado sabe bem que não é assim que a banda toca.

 A solução: Adote a diversificação ampla em sua carteira. Conheça o conceito da Tríade Financeira.

Embora não seja uma regra, diversificar através de: (1) Renda-Fixa, (2) Fundos Imobiliários e (3) Ações dilui bastante o risco de sua carteira.

Ademais, você precisa diversificar dentro dessas próprias classes, investindo em títulos públicos indexados à Selic, prefixados e indexados à inflação, seguindo o exemplo da Renda-Fixa.

Adotar uma estratégia de alocação de ativos, equilibrando sua carteira com os aportes mensais e rebalanceando quando necessário irá diminuir muito os riscos inerentes aos investimentos.

3. A Ilusão de Superioridade

O problema: A maioria dos investidores acredita ser esperto demais para conseguir rentabilidade superior ao mercado.

Um estudo recente feito pela Dalbar no mercado americano mostra que em 2011 o investidor médio perdeu para o índice (SP 500) em 7,85%.

No longo prazo, esse número (anualizado) gira em torno de 6% a 8%.

Números anuais. Agora pense nesse valor acumulado nesses 20 anos. O investidor teria uma defasagem para o índice de 221% considerando os 6% e de 366% considerando os 8%.

Você pode estar pensando: “Ok, mas eu não sou nenhum investidor na média. Eu sou mais inteligente do que a média.”

Pode ser, mas você sabe exatamente qual é a inteligência média dos investidores?

Um estudo muito interessante realizado nos EUA mostrou que 93% das pessoas que dirigem se consideram melhores do que a média. [fonte: wikipedia]

Pare por um momento…93%!!!

Não seria lógico esperar o valor 50%? Afinal, estamos falando de média.

Embora eu não tenha um estudo específico para aplicar no mercado financeiro, eu posso apostar que esse número estaria acima de 80%.

Afinal, quem gosta de admitir que está abaixo da média?

E a questão não é nem estar acima ou abaixo da média. Ou ser mais inteligente ou menos do que a média.

Pense agora nos fundos de ações.

Eles possuem uma equipe teoricamente especializada e que lida apenas com investimentos o dia inteiro.
Eles possuem acesso instantâneo às principais notícias e dados econômicos e financeiros atualizados.
E sabe qual é a surpresa?
A maioria deles perde para o mercado.

Estudos mostraram que 66% dos fundos de ações perderam para o Ibovespa.

E pior: 78% desses fundos obtiveram um risco acima do Ibovespa.

Agora voltemos a nós investidores.

Nós não possuímos uma equipe dedicada 100% a analisar balanços, indicadores financeiros e não temos a mesma base de dados do que eles.

E mesmo assim, acreditamos que podemos bater o mercado.

Faz sentido o que estou escrevendo aqui?

Não seria uma ilusão de superioridade pensar que temos um “dom” ou a inteligência necessária para bater o mercado de forma contínua ao longo dos anos?

Você já conhece a história do fundo que bateu o índice por 15 anos consecutivos? Não, então leia esse artigo aqui para saber o desfecho dessa história.

A solução: Pare de tentar bater o mercado a todos os custos. Adote o investimentos indexados, como os ETFs para seguir o mercado.

Muitos investidores não conseguem bater o mercado simplesmente porque seus custos são altos, ou porque giram demais sua carteira e perseguem a ilusão do melhor tempo para comprar e vender um ativo.

Ao adotar investimentos passivos (indexados), eles ganham diversos benefícios como:

Redução de Custos. Compre um único ETF que investe em mais de 50 ações e pague apenas 1 corretagem
Maior Diversificação: Seguir índices é investir em todo o mercado. Junte o BOVA11 ao SMAL11 e você já estará investindo em mais de 100 ações.
Mais Tempo: Livre-se da obrigação de acompanhar notícias, analisar balanços e escolher quando e em quais ações você irá investir.

Saiba mais: http://hcinvestimentos.com/2012/06/14/erros-investir/

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